ANPUH - Seção SC

Grupo de Trabalho Patrimônio Cultural

Notícias sobre o GT Nacional

 

Página atualizada em
8 de setembro de 2013.

 

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Segunda reunião do GT Nacional de Patrimônio Cultural (ANPUH) – Julho de 2013

Síntese elaborada por José Roberto Severino, escolhido como novo coordenador do GT:

Ao final do XXVII Simpósio Nacional de História, que teve como tema “Conhecimento Histórico e Diálogo Social”, percebemos um crescimento do campo, com a atração de historiadores, professores de história e pesquisadores brasileiros e hispano-americanos, europeus. O lugar do conhecimento histórico nas novas práticas cidadãs em curso no Brasil mereceu destaque no evento, com reflexões importantes aprofundadas em muitos dos Simpósios Temáticos e Grupos de Trabalho.

O ensino de história é exemplo deste crescimento do campo profissional do historiador. A atuação da ANPUH, nos anos 80 e 90, no sentido de incluir as atividades de reflexão e escrita da história cada vez mais próxima da escola, experimenta contemporaneamente uma expansão ímpar. Contam-se as apresentações às centenas. O público total em meia dúzia de milhar.  Neste sentido, de massificação ou, pelo menos, capilaridade em todo o território, pensando em participantes de todo o país, parece haver aí um bom sinal, ou seja, história, historiografia e ensino de história, podem ser pautas importantes. O debate sobre a Comissão da Verdade também trouxe à tona o protagonismo da ANPUH e de seus filiados, enquanto fórum capaz de contribuir de alguma forma para os debates sobre as práticas de intolerância e de máculas à democracia e a seus princípios. Contudo, parecer geral nas conferências e mesas redondas, o historiador está ausente em muitas instâncias importantes da cultura, a exemplo das comissões e instâncias das políticas e espaços deliberativos sobre o patrimônio cultural.

O Grupo de Trabalho criado em São Paulo trouxe uma perspectiva interessante para concentrar os estudos que lidam com Patrimônio Cultural no âmbito da História e da historiografia. Como metas iniciais [desse novo momento do GT em âmbito nacional, a partir de 2013], definimos no grupo que deveríamos organizar um Banco de Dados sobre a situação dos profissionais de história em instituições de patrimônio. Decidimos também que deveria ser feito um levantamento da produção bibliográfica e de eventos sobre Patrimônio Cultural, como um primeiro passo para a organização do campo. Uma das ações seria manter ativa uma lista e um fan page sobre Patrimônio Cultural, no intuito de manter próximos os estudiosos e interessados na área. Por fim, decidimos também sobre um mapeamento acerca das condições dos GTs estaduais de Patrimônio Cultural em todas as regionais da ANPUH, traçando um panorama nacional do estado da arte do Patrimônio Cultural enquanto tema de pesquisa e reflexão.

Discutiu-se sobre a oferta de espaços da memória e de políticas estruturantes relacionadas, que não vêm acompanhado a respectiva participação dos historiados nos processos de implantação de uma política nacional de memória e patrimônio cultural. Temos mais estudos do que participação efetiva neste movimento de ampliação do lugar da memória e do patrimônio em nossas decisões e escolhas sobre o que fazer.  Neste sentido, o GT manterá uma postura propositiva e de contribuir nas análises do diagnóstico do lugar do historiador nestas politicas (IBRAM, IPHAN, CONARQ, Sistema e Plano Nacional de Cultura, etc).  A princípio, o reconhecimento já permitirá a inserção da profissão nos concursos que doravante venham a ocorrer. Contudo, e para muito além disso, temos de pensar nos mecanismos de inclusão nos debates sobre as políticas culturais no Brasil. Os termos da regulamentação estão sendo debatidos e a ANPUH tem sido atuante neste sentido, pontuado os interesses que emanam das discussões na associação de forma pública e proativa.

Deste encontro deliberamos, portanto, algumas ações:

a)     Banco de dados:

1) Sobre profissionais e as instituições
2) Sobre a produção e estado da arte do Patrimônio Cultural
3) Sobre eventos

b)    Evento:

1) Reunião de trabalho em um local central em termos de Brasil
2) Um dia ou dois de reunião trabalho
3) discutir a inconsistência conceitual da área

c)     Comunicação:

1) Redes sociais
2) Listas

d)    Mapeamento dos GTs estaduais:

1) Mapear os GTs estaduais
2) Sugerir GTs onde não existam
3) Representação política em instâncias e fóruns de deliberativos


Criação do GT Nacional de Patrimônio Cultural (ANPUH) – Julho de 2011

Durante o XXVI Simpósio Nacional de História, realizado em São Paulo, na Universidade de São Paulo, foi criado, na tarde de 21 de julho de 2011, o Grupo de Trabalho Nacional de Patrimônio Cultural, com a presença de cerca de 50 pessoas, na sua maioria pesquisadores de instituições de ensino e pesquisa ou de preservação do patrimônio cultural.

O GT procurará articular nacionalmente os estudos na área de Patrimônio Cultural e estimular as seções da ANPUH à criação de seus respectivos GTs. Procurará promover debates, eventos e publicações periódicas na área, além de articular pesquisadores, profissionais, instituições e entidades voltadas para o patrimônio cultural.

Foram eleitos para estar à frente da coordenação do GT: Leandro Henrique Magalhães (UNIFIL), Áurea da Paz Pinheiro (UFPI), Janaína Cardoso de Mello (UFS) e Cristina de Almeida Valença Cunha Barroso (UFS). Exerceram as funções de secretários ad hoc da reunião de criação, elaborando sua ata, os associados da ANPUH Éverton Diego Soares Ribeiro Santos e Giane Maria de Souza (esta última associada à ANPUH-Seção SC).

Abaixo, texto publicado no jornal A Notícia, de Joinville, em 22 de agosto de 2011, de autoria de Giane Maria de Souza, sobre a criação do GT:

OPINIÃO
Patrimônio cultural – grupo de trabalho
Por Giane Maria de Souza (gianesc@bol.com.br)

Recentemente, aconteceu o 26º. Simpósio Nacional de História da Associação Nacional de Profissionais de História na Universidade de São Paulo (USP), promovido pela ANPUH, entidade que, neste ano, comemora seus 50 anos.

O evento foi agraciado com diversos cursos, conferências, palestras e comunicações que demarcaram as múltiplas variações epistemológicas da pesquisa historiográfica no País. O simpósio encerrou as atividades com a participação especial do professor François Hartog, historiador francês que discute as temporalidades, as memórias e suas implicações e, principalmente, o ofício dos historiadores. Em vias atuais de possível aprovação da lei de regulamentação da profissão de historiador pelo Senado, temos agora a urgência histórica de repensarmos nossas instituições educacionais, culturais e de pesquisa no Brasil e no mundo, sobretudo no campo de trabalho da historiografia. Os historiadores, diariamente, labutam e garimpam seus objetos de pesquisa e discutem as inúmeras vertentes teóricas e metodológicas acerca do pensamento histórico. Mas, neste último simpósio nacional, ocorreu um dato de extrema relevância histórica para o desenvolvimento de pesquisas científicas e produção acadêmica no país. No dia 21 de julho, foi fundado o grupo de trabalho nacional de patrimônio cultural da ANPUH, com a participação de pesquisadores e professores de inúmeras instituições superiores do Brasil. O GT de patrimônio, nesse sentido, nasceu a partir das prerrogativas do Conselho Internacional de Museus (ICOM); Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN); Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM); Coordenação e Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Apoiado por essas instituições, o GT de Patrimônio Cultural pretende divulgar, organizar simpósios temáticos, lançamentos, cursos, encontros e pesquisas acerca dos estudos sobre o patrimônio cultural no Brasil. A divulgação das pesquisas realizadas em nível nacional terão também seu registro e salvaguarda por meio de publicações acadêmicas que irão propagar o trabalho produzido pelo historiador que, muitas vezes, é solitário. As necessidades e investigações históricas surgem e são inesgotáveis porque são fios que tecem a grande malha histórica do conhecimento científico na contramão histórica do descaso com oi patrimônio público.

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E-mail para contatos com o GT Patrimônio Cultural da ANPUH-Seção SC:
gtpatrimonio.anpuhsc@gmail.com

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