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ANPUH - Seção SC |
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A Diretoria da Associação Nacional de
História – Seção Santa Catarina (ANPUH-Seção SC)
vem a público se manifestar em relação à greve dos professores da rede
pública estadual de Santa Catarina, iniciada em 18 de maio de 2011. Como associação profissional que tem no
ensino uma das principais vertentes de atuação de seus associados, a ANPUH-Seção SC apoia toda
iniciativa que objetive aperfeiçoá-lo, em todos os seus níveis, aí incluída a
defesa da melhoria de condições de trabalho daqueles cotidianamente
envolvidos com o ensinar. Disso, obviamente, não está ausente a justa
remuneração. Os professores da rede pública estadual de
Santa Catarina não recebem, como salário-base, o
piso salarial nacional do magistério, implantado por lei em 2008, e que
corresponde atualmente a R$1.187,00 (um mil, cento e oitenta e sete
reais). O governo estadual não cumpriu a lei desde então, alegando sua
inconstitucionalidade. Recentemente, o Supremo Tribunal Federal considerou
constitucional a lei do piso nacional, o que obriga, portanto, ao seu
cumprimento. Contudo, apesar dessa determinação, o governo estadual de Santa
Catarina ainda não se dispôs a realizar aquilo que desde 2008 já foi
determinado, de modo a efetuar o pagamento respeitando o plano de carreira
dos professores. A greve dos professores exige o cumprimento
da lei. A Diretoria da ANPUH-Seção SC
destaca que não é apenas a lei referente ao piso salarial nacional dos
professores que deve ser cumprida, mas a própria Constituição Estadual. Esta,
em seu Art.162, inciso VIII, indica que o ensino será ministrado com base na
“valorização dos profissionais de ensino, garantidos, na forma da lei, planos
de carreira para o magistério público, com piso salarial profissional e
ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos.” A
valorização dos profissionais de ensino, portanto, não é uma opção dos
governantes de Santa Catarina, mas obrigação legal e dever constitucional. A ANPUH-Seção SC,
através de sua Diretoria, juntamente com outros segmentos da sociedade civil,
entende como justa a atual greve dos professores da rede pública de ensino
estadual. Ao mesmo tempo, acompanha com apreensão pronunciamentos e atitudes
de autoridades governamentais que negam seu compromisso com obrigações que
são inerentes aos cargos que ocupam. Em defesa, portanto, não só da qualidade
do ensino e da valorização dos seus profissionais, mas do próprio Estado
Democrático de Direito, cabe exigir que o governo estadual cumpra seus
deveres e obrigações legais, para que a greve possa ser encerrada – embora,
com certeza, a luta pela melhoria do ensino público em Santa Catarina não se
encerre com o término desta greve. Florianópolis,
9 de junho de 2011. Diretoria
da ANPUH-Seção SC (Gestão
2010-2012) |